Dicas de Tipografia do CT na Computer Arts



A edição de janeiro da Computer Arts trouxe "101 Dicas de Tipografia" fornecidas pela comunidade internacional de designers e tipógrafos. Compartilhamos aqui com vocês as dicas enviadas pelo CT.

[ Design Gráfico]  

1 | Criação ou edição de tipos para projetos de identidade visual 

O uso de uma tipografia exclusiva é sempre um elemento diferencial  na criação de projetos de identidade visual. Para evitar o uso de fontes comerciais que podem ser adquiridas e utilizadas por qualquer outra empresa, vale a pena criar ou editar tipos para compor a identidade visual em questão.


A tarefa de criar uma família tipográfica requer uma habilidade que nem todo designer possui, portanto executar edições que diferenciem tipografias existentes é o caminho viável para a maioria mas que mesmo assim requer alguns cuidados.


Algumas modificações tipográficas são consideradas tabus pela comunidade de designers. Achatar e condensar tipografias artificialmente são as duas modificações mais conhecidas e banidas do modus operandi da grande maioria destes profissionais. Entretanto, nem tudo é terror quando se pretende modificar a anatomia de tipos para uso no design gráfico. Manter a integridade proporcional do tipo pode ser um bom parâmetro para começarmos a entender os limites dessa prática que permite cortar ou adicionar serifas, variar a espessura de hastes, criar conexões entre as letras, dentre outros recursos. Cabe ao bom senso estético do designer avaliar a quantidade ou gravidade das alterações executadas. O efeito colateral dessa prática é que ao final da edição os tipos não funcionarão mais como um arquivo de fonte, serão apenas objetos vetoriais que além de serem usados na identidade visual em desenvolvimento, poderão dar origem até mesmo a uma nova tipografia.





[ Projeto Tipográfico]  

2 | Observar a paisagem tipográfica de sua cidade 

Colocar-se diante do papel em branco para desenvolver uma nova tipografia pode soar desesperador e nos fazer concluir que todas as fontes já foram inventadas. Entretanto há caminhos sempre ricos para novas idéias. Na hora de desenvolver um novo projeto, uma boa dica é utilizar a própria paisagem tipográfica urbana de sua cidade a seu favor.  As fachadas, muros, placas, de cada cidade são muitas vezes utilizados como importante veículo de comunicação e propaganda publicitária e artística. Vale a pena despertar o seu olhar para essa diversidade tipográfica que faz parte de nosso entorno, prestando atenção ao trabalho dos ‘tipógrafos’ informais e espontâneos, como letristas populares, grafiteiros, e pichadores que podem servir como uma fonte de referência inspiradora para o desenvolvimento de novas fontes. Vale a pena ir a campo, fazer registros fotográficos e até mesmo conversar com estas pessoas. O site dos Crimes Tipográficos apresenta uma série de trabalhos desenvolvidos a partir desse olhar sobre a tipografia popular e regional pra quem quiser conferir.



3 | Metodologias criativas 

Pra quem está começando, há algumas metodologias para o trabalho criativo que podem ser seguidas. Uma delas é trabalhar com fontes modulares. Os módulos elegidos são repetidos a partir de uma malha pré estabelecida para compor os novos caracteres da fonte. Esse módulo pode partir de um simples quadrado e dar origem a uma fonte pixelizada, ou pode ser mais elaborado e partir de três ou quatro elementos que se combinam entre si através da repetição e definem as hastes horizontais, verticais, curvas e diagonais da nova fonte. O site www.fontstruct.com tem uma ferramenta on-line que permite algumas experimentações neste sentido.  Outro caminho interessante é fazer experimentações manuais e desenvolver fontes com base caligráfica ou no lettering. A sua própria caligrafia pode se tornar uma fonte em potencial; ou, pra quem curte caligrafia avançada, praticar sua destreza manual através de cursos ou livros da área também pode render caminhos interessantes para futuras fontes. Aqui no Brasil, os calígrafos Andréa Branco [SP] e Cláudio Gil [RJ] oferecem diversos cursos na área. Pra quem quer conhecer o trabalho de alguns tipógrafos que trabalham nessa linha, vale a pena conhecer as fontes do Alejandro Paul [Argentina] e do Ricardo Esteves [Brasil]. 



4 | Invista em tipografia 

Respire tipografia, se alimente de tipografia, viva tipografia! A excelência do trabalho tipográfico depende do amadurecimento de cada tipógrafo bem como da sua dedicação intensiva a cada projeto. Fazer fontes digitais não se restringe em ter apenas um bom domínio dos softwares. É importante estudar história da tipografia, estar a par da literatura mais atual da área, fazer cursos não só de tipografia digital, mas de caligrafia e até impressão tipográfica [tipos de metal], conhecer o trabalho dos tipógrafos mais atuantes no Brasil e no mundo e se possível trocar ideias com eles. Todo esse conhecimento só tem a contribuir de forma positiva no resultado final de cada projeto tipográfico desenvolvido. Recomendamos os cursos do projeto Tipocracia e da OTSP – Oficina Tipográfica São Paulo.



5 | Projetando fontes dingbats 

O advento da tipografia digital trouxe enorme potencial para o fazer tipográfico de forma geral, e em especial para a tipografia experimental. Os antigos ornamentos tipográficos presentes nos tipos de metal, deram lugar às atuais fontes iconográficas, conhecidas como dingbats. A partir de um set mínimo de 26 ilustrações - o que equivale, pelo menos, à caixa alta ou caixa baixa de um alfabeto - é possível gerarmos fontes compostas por símbolos, ornamentos, ilustrações figurativas ou até mesmo grafismos abstratos. As imagens podem ser geradas a partir de experimentos manuais, e posteriormente digitalizadas, ou desenvolvidas diretamente em softwares de ilustração, como o illustrator. O importante é que as figuras, selecionadas para compor a fonte dingbat, apresentem uma consistência no seu traço, assim como qualquer fonte de texto. Essa é uma maneira divertida e rápida de gerar fontes, bem como de iniciar o aprendizado para os softwares específicos da área.

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1Rial | Fonte unicase com inspiração em letras estampadas nas placas e muros da cidade do Recife. Por Fátima Finizola. Free Download.
Original Olinda Style | Fonte display versal/versalete desenvolvida por João Paulo Angelim com inspiração na cultura da cidade de olinda, Pernambuco. Free Download.
Silicone | Esta é uma fonte ordinária, mix da OCR-B e da Impact. O crime foi desenvolvido por ds numa oficina técnica de Fontographer. Free Download.
Lego System | Dingbat desenvolvido por João Paulo Angelim com base no jogo de Lego. Free Download.
Vincent. Dingbat desenvolvido por Damião Santana com base nas orelhas dos colegas de turma da especialização em Design da Informação/UFPE 2001. Free Download.
Higiênica | Fonte experimental semi-caligráfica que teve como suporte um rolo de papel higiênico. Daí vem seu aspecto rudimentar e quebradiço. Por Damião Santana. Free Download.
Zabumba City | Desenvolvida por Fátima Finizola e disponibilizada também pela T-26. R$ 40,00 | U$ 19,00
Sertões | Fonte display versal/versalete desenvolvida por Breno Carvalho com inspiração no universo Armorial de Ariano Suassuna. R$ 40,00 | U$ 20,00
Capoeira e Capoeira Black | Dingbats desenvolvidos por Damião Santana com inspiração no universo da Capoeira. R$ 40,00 | U$ 25,00 [two styles, Regular and Black]
Zabumba City | Fonte dingbat selecionada pelo Tipos Latinos 2006 que retrata o cenário urbano recifense. Por Fátima Finizola. R$ 40,00 | U$ 19,00
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